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Introdução
AsterDTM
é um plug-in ENVI para extrair modelos digitais de terreno (MDT's)
de imagens ASTER 1A e 1B. Por favor, leia o capítulo 1 "Instalando
o AsterDTM" para as instruções de instalação
do AsterDTM.
O
sensor ASTER (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer)
é um trabalho conjunto entre a NASA e o Japan's Ministry of Economy,
Trade and Industry (METI) do Japão e o Earth Remote Sensing Data
Analysis Center (ERSDAC). Voando sobre a plataforma TERRA, o satélite
foi lançado em Dezembro de 1999 como parte do "NASA's Earth
Observing System (http://ASTERweb.jpl.nasa.gov/)", o ASTER cobre
uma região espectral larga, com 14 bandas, desde o visível
até o infravermelho termal, com uma boa resolução
espacial, espectral e radiométrica. A resolução espacial
varia com o comprimento de onda: 15 metros no visível até
o infravermelho próximo (VNIR - 0.55 até 0.80um), 30 metros
no infravermelho médio (SWIR - 1.65 até 2.4um), e 90 metros
no infravermelho termal (TIR - 8.3 até 11.32um). Uma banda adicional
(chamada 3B, o B significa "backwards") trabalha na mesma resolução
espacial da banda 3 (chamada 3N, o N significa "nadir") do sensor
VNIR, mas as cenas adquiridas são em um ângulo inverso de
aproximadamente 28 graus, produzindo um par estereoscópico para
cada imagem ASTER.
O
princípio básico que está por trás da extração
de DTM com o AsterDTM é o efeito da paralaxe - você olha
um objeto mostrado em duas dimensões (uma foto por exemplo) a partir
de dois ângulos diferentes e assim pode obter o modelo tridimensional
do objeto. Cada imagem ASTER contém seu próprio par estereoscópico
- olhando o mesmo terreno, a partir de dois ângulos diferentes,
através das imagens 3N e 3B 3N / 3B (par estereoscópico)
com 15 m de resolução espacial. O AsterDTM converte essas
duas bandas num par de imagens "quasi-epipolar" (o centro da
imagem orientado exatamente par o norte), na qual possuem um deslocamento
de pixel na direção do vôo do satélite proporcional
a elevação do pixel. O método de "cross-correlation"
é usado para determinar esse deslocamento, na qual é transformado,
por sua vez, em valores de elevação.
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Começando com o AsterDTM

Para
iniciar o AsterDTM, navegue através do menu principal do ENVI até
entrada do menu para o módulo de AsterDTM e clique . A tela do
AsterDTM aparecerá, inicialmente com a maioria das opções
em cinza (desativadas).
Estas
opções estarão disponíveis assim em que for
carregada uma imagem Aster e for definido um arquivo de saída (com
ou sem um subset) se a imagem escolhida for a de nível 1B, ou as
opções aparecerão depois que for feito um pré-processamento
de conversão de 1A para 1B e depois definido o subset (se a imagem
escolhida for a 1A). O status no fundo do centro de comando descreve a
ação atual, ou a etapa de processamento a seguir.
O
centro de comando tem dois menus, "Arquivos" e "Opções".
Clique em "Arquivos -> Abrir arquivo ASTER HDF (1A ou 1B)",
ou clique no botão "Aster Input File:" para abrir um
arquivo ASTER HDF 1A ou 1B e a caixa de diálogo padrão para
seleção de arquivos do ENVI aparecerá (fig. 2). Se
o arquivo de imagem ASTER que você for processar já estiver
aberto, você já pode selecioná-lo diretamente da lista
que mostra no campo "Select Input File", senão, clique
no botão "Open File
" para abrir a janela de seleção
do arquivo e para navegar até ao arquivo em que se queira processar
(Observação: A comum opção de "Spatial
Subset" na caixa de diálogo padrão de seleção
de arquivos, que define um recorte na imagem, não aparece porque
o subset será definido na etapa seguinte).

Quando
você abrir um arquivo do ASTER no formato HDF do ENVI, este arquivo
é dividido em vários "subarquivos", ou séries
de imagens, dependendo do nível 1A ou 1B. Os arquivos HDF ASTER
1A são compostos de 6 imagens: Três bandas VNIR (15 m ->
Band1, Band2 e Band3N separadas cada uma por arquivo), a banda 3B "backward",
seis bandas SWIR juntas, e cinco bandas TIR também juntas. Os arquivos
HDF ASTER 1B são compostos de 4 arquivos: três bandas VNIR
juntas, a banda 3B , seis bandas SWIR juntas, e cinco bandas TIR também
juntas.

Você
pode selecionar qualquer um destes arquivos ao carregar a imagem no AsterDTM,
pois o AsterDTM identifica automaticamente os componetes da banda VNIR
(as utilizadas para a extração do MDT). Se o arquivo selecionado
não for um arquivo válido (HDF Aster 1A ou 1B), uma mensagem
de erro aparecerá .
Logo
após selecionado o arquivo de entrada do ASTER, uma janela de status
com a frase "Reading ASTER data sets
" aparecerá,
e os arquivos de imagem, e os dados gemétricos e radiométricos
da calibração e toda informação necessária
restante são extraídos de seu arquivo de imagem do ASTER.
O processo subsequente depende do tipo de imagem em que se está
fazendo o processamento: se é do tipo 1A ou 1B.
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Correção de ASTER 1A ->
1B
As
imagens do nível 1A (incluindo a banda 3B) tem que ser corrigidas
geométrica e radiometricamente para se poder extrair valores da
elevação utilizando a paralaxe. No primeiro passo, o usuário
é alertado para definir um arquivo de saída para o arquivo
corrigido de 1A para 1B (ele corrige para as bandas 1, 2 e 3N):

O
nome sugerido do arquivo de saída é automaticamente construído
através do nome do arquivo de entrada (porém escrito "warp_pg"
anterior ao nome do arquivo de entrada) . O nome do arquivo pode ser editado
diretamente no campo onde aparece o nome do arquivo, ou clique em "choose"
para definir um diretório e um nome para o arquivo de saída.
Se
este arquivo corrigido de ASTER 1A para 1B já tenha sido construído
anteriormente (desde que o usuário tenha indicado o mesmo diretório
aonde está este arquivo anterior produzido), ou o nome de um arquivo
já existente, aparece a tela igual a figura abaixo.

A
primeira opção, "Use already existing file", ele
utilizará o arquivo anterior já construído, economizando
tempo de processamento, e a segunda opção criará
um arquivo de mesmo nome ao anterior, sobrescrevendo o existente. A terceira
opção "Select a different output file name below"
só existe para completar a lista de opções e é
executada selecionando-se um novo nome para o arquivo através do
botão "choose".
Se
caso o arquivo escolhido existir e não corresponder ao arquivo
de correção de 1A->1B, o usuário será alertado
se realmente quer sobrescrever o arquivo ou não.
O
processamento das bandas das imagens ASTER 1A consiste nas etapas de substituir
as linhas com defeito, aplicação dos coeficientes de calibração
radiométrica a fim de remover os efeitos banding and striping effects,
remoção de algum ruído restante de alta freqüência
da banda 3N, correção geométrica nas bandas 1,2 e
3N, e finalmente o "co-registro" destas bandas. O mesmo processo
é aplicado na banda 3B, criando um arquivo temporário num
diretório temporário definido através do "ENVI
Users Preference"-> "Default Temp Directory", que fica
no menu principal do ENVI, em "Arquivo - Preferências".
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Definindo
um DTM de saída e o "Spatial Subset"
Selecionando
um arquivo ASTER 1B, ou no fim do pré-processamento de uma imagem
1A do Aster, the user is prompted to define the spatial subset for the
processing, and the output file name for the DTM to be extracted:

A
opção "Output Result to" permite que você
escolha entre salvar o resultado do MDT para um arquivo definido logo
abaixo no campo "Enter Output Filename", ou salvar para a memória.
O botão "Spatial Subset" abre a caixa de diálogo
do ENVI para a definição do "Spatial Subset".
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Processando o DTM
Uma
vez que o arquivo de saída do MDT e o Spatial Subset foram definidos,
a tela inicial (Start Center) do AsterDTM passa a mostrar as características
do arquivo, o botões "Change spatial subset" e "Start
ASTER DTM extraction" são ativados, e o "spatial subset"
atualmente selecionado e o tempo aproximado para extrair o DTM para este
subset são mostrados.

Os
botões "DTM Output File" e "Change spatial subset"
fornecem a mesma funcionalidade de definir o nome do arquivo de saída
e o "spatial subset".
Clicar
em "Start ASTER DTM Extraction" inicia o processo de extração
e refinamento do modelo de elevação digital para o "spatial
subset" selecionado.
O
tempo aproximado de execução será mostrado no campo
"Estimated processing time:", estimado com base na configuração
de um processador único/usuário único. Assim que
o processo é finalizado, o MDT resultante e uma imagem correspondente
à matriz de correlação (grau de confiabilidade do
MDT de acordo com a região geográfica) são mostrados
na janela de Bandas disponíveis no ENVI (ABL, Avaliable Band Lists),
e o botão "Apply orthocorrection" é ativado.
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Aplicando
a Ortocorreção
Acabando
o processo de extração do MDT, o MDT gerado pode ser utilizado
para corrigir as bandas ASTER 1B VNIR ou a imagem corrigida ASTER 1A->1B
para os erros de deslocamento causado pelo efeito da paralaxe, particularmente
útil em regiões montanhosas e para as imagens ASTER adquiridas
através de um "pointing angle" considerável. Clique
em "Apply orthocorrection" para abrir a janela igual à
mostrada baixo para definir o Spatial Subset e o nome do arquivo de saída.

O
spatial subset efetivamente limitado para a área de sobreposição
entre a imagem e o MDT, e só pode ser menor, mas não maior
do que o subset inicial. O resultado da orthocorreção aparece
na janela "Available Bands List".
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Opção de menu: Display ASTER
File header info
Esta
opção mostra as informações de cabeçalho
do arquivo ASTER HDF:

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Opção de menu:
Defining processing options
Esta opção é usada para definir
os parâmetros de saída do MDT, acessando pelos comandos "Options
-> Define Processing Parameters":

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DEM min/max value:
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Valores
mínimos e máximos de elevação a serem
encontrados no "spatial subset" escolhido; isto serve
como uma pista para que o módulo AsterDTM estabeleça
rapidamente o possível intervalo das elevações.
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Output DEM pixel size:
|
O
tamanho de cada pixel do MDT corresponde a metros. Os tamanhos disponíveis
para os pixels são 60m / 30m / 15m. Um pixel menor do que
esses valores demora muito para ser processado (aproxidamente 3
vezes mais), e vice-versa. Importante: os valores de elevação
são sempre extraídos na resolução mais
alta possível (15 m), indepedente do tamanho de pixel que
foi escolhido para o MDT.
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DEM offset:
|
O
DTM extraído é relativo; esta opção
permite aplicar um offset para todos os valores de elevação
(positivos ou negativos), mesmo antes de iniciada a extração
do MDT, ou depois de finalizado o processo. No último caso
o usuário é perguntado se quer aplicar o offset imediatamente.
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DEM Nodata value:
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O
valor numérico que o AsterDTM atribui para regiões
em que nenhuim valor de elevação pode ser extraído
(por exemplo, por causa de perda de dados da imagem).
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Use external DEM:
|
Clique
na opção "Use external DEM" para usar um
MDT externo, tanto para a extração da elevação,
quanto para a orto-correção das bandas VNIR. No caso
de não haver ainda nenhum MDT externo, uma caixa de diálogo
aparece para selecionar interativamente o arquivo vetorial do ENVI.
Clique novamente desativar a opção de uso de um MDT
externo.
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Select external DEM:
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Abre
a caixa de diálogo padrão do ENVI para que você
possa escolher um arquivo externo a ser usado como MED. Uma vez
importado esse arquivo, a área de overlap é determinada.
Em caso de não haver nenhum overlap entre entre o MED externo
e a imagem VNIR 1A->1B, uma mensagem de erro aparece.
O MED externo pode estar em lat/long ou qualquer outra projeção
geográfica entendida pelo ENVI; as unidades (elevação)
são consideradas incialmente em metros (converta as unidades
antes de importar o arquivo se necessário). Arquivos GTOPO30
podem ser abertos diretamente sem conversão anterior, clicando
no arquivo .dem.
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External DEM Nodata value:
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O
valor numérico para regiões no MED externo onde não
há elevação definida.
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Use vector layer:
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Clique
na caixa "Use vector layer"caso você queira utilizar
um vetor customizado para delimitar áreas em que nenhuma
extração de elevação pode ser procedida
(veja no arquivo "Select .evf para maiores detalhes). Clique
novamente desligar a opção de uso de vetores.
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Select .evf file:
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Abre
a caixa de diálogo padrão do ENVI para que você
possa escolher um arquivo tipo vetorial .evf do ENVI. O uso de arquivos
vetoriais é indicado sempre que há áreas de
água (lagos, mares, oceanos) de tamanho médio ou grande,
que geralmente prodezem resultados pouco precisos no processo de
correlação. Caso a opção "Use Vector
Layer" estiver selecionada, o AsterDTM realizará os
seguintes procedimentos no arquivo vetorial:
o
Uma máscara é criada a partir dos polígonos
vetoriais do arquivo .evf.
o Pixels marcarados são ignorados durante o processo de
extração do MDT.
o Após finalizado o processo de extração
do MDT, para cada polígono individual, a elevação
média para a borda de cad pixel desse polígono é
calculada, e associada a todos os demais pixels do polígono.
Observação: o arquivo vetorial deve ser do tipo "polígono",
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Reset:
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Renumera todos os parâmetros do processamento para seus valores
iniciais.
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|
Accept:
|
Grava mudanças nas configurações, e fecha
a janela de Definição dos Parâmetros do Processamento.
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Cancel:
|
Fecha a janela de Definição dos Parâmetros
do Processamento sem gravar as mudanças efetuadas nesses
parâmetros.
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Opção de menu:
About AsterDTM
Esta opção mostra informações
sobre a atual versão do AsterDTM.
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