Atmospheric Correction
  Introdução
  Acessando o ENVI-FLAASH
  Processando imagens ASTER no FLAASH
  FAQ sobre FLAASH
   
   

 

 

   
 

O módulo de correção atmosférica QUAC e FLAASH

 

  Composto por duas diferentes ferramentas de modelagem e correção atmosférica o QUAC (baseado em modelos empíricos) e o já conhecido FLAASH (baseado em modelos físicos);

 

 

 

QUAC

 

  Módulo de correção atmosférica para imagens multiespectrais e hiperespectrais capturadas no espectro visível, infravermelho próximo e médio (0,4 a 2,5 μm).

Este modulo efetua a correção atmosférica a partir de modelos empíricos utilizando somente as informações contidas na cena, não necessitando de informação auxiliar.

O processamento, significativamente mais rápido, consiste na busca da resposta espectral média dos objetos que compõem a cena (endmenbers).

 

 

 

FLAASH

 

1 - Introdução

 

  O FLAASH-ENVI (Fast Line-of-sight Atmospheric Analysis of Spectral Hypercubes) é um módulo para correção atmosférica de diversos sensores utilizando os algoritmos mais avançados (MODTRAN). A nova versão do modulo FLAASH proporciona uma melhor capacidade para a correção atmosférica. Você pode tratar tanto imagens multiespectrais quanto hiperespectrais na correção do efeito atmosférico incluindo vapor d'água, oxigênio, dióxido de carbono, metano, ozônio, espalhamento de aerosol e outros efeitos adjacentes.

 

 

 

  Trata condições atmosféricas difíceis como nuvens e neblina com modernas técnicas.

 

  Beneficie-se a partir do último código de transferência de radiação MODTRAN4+. Uma única solução MODTRAN4+ é computada para cada imagem.

 

  Tire vantagem do grande número de informações contidas em imagens hiperespectrais, fazendo uma estimativa FLAASH e uma correção independente para cada pixel.

 

  Minimize "artifacts" geralmente vistos em resultados de outros algoritmos com o "FLAASH's easy-to-use", inovador e adaptável refinamento espectral.

 

  Correção para a mistura de radiação entre pixeis adjacentes causados por scattering atmosférico (ex.: o efeito de adjacência).

 

 

  À esquerda, a radiância espectral de diversos tipos de materiais presentes na imagem calibrada AVIRIS de Jasper Ridge. À direita, a reflectância espectral após a aplicação do FLAASH. As regiões próximas a 1400 nm e 1900 nm não são mostradas, porque a baixíssima radiação é transmitida pela atmosfera até a superfície nestes comprimentos de onda.

  • Documentação: Uma instalação FLAASH inclui documentação online detalhada a qual provê ajuda passo-a-passo para selecionar parâmetros FLAASH, um tutorial, e um conjunto de dados para exemplo.
  • Hardware Necessário: FLAASH requer 64 Mb de RAM e espaço em disco suficiente para armazenar quatro "data cubes".
  • Plataformas Suportadas: FLAASH pode ser usado em sistemas operacionais Windows 2000 e XP, Solaris 8 + 9, e Linux Red Hat 9 e IRIX 6.5.1.
  • Batch Mode: A interface ENVI do FLAASH não foi desenvolvida de modo que torne o FLAASH disponível no batch mode do ENVI. Entretanto, é possível que a ITT VIS crie uma solução FLAASH para batch processing.
  • Licensing: O módulo FLAASH para ENVI está disponível para "single user node", "locked licenses" ou "network floating licenses".

 

2 - Acessando o ENVI-FLAASH

 

  A partir do menu principal do ENVI, acesse a seguinte seqüência de comandos:

  · Basic Tools -> Preprocessing -> Calibration Utilities -> FLAASH;

 

  Ou apenas,

  · Spectral -> FLAASH;

 

  A caixa de diálogo "FLAASH Atmospheric Correction Model Input Parameters" aparecerá.

 

Fig. 2.1 - Acessando o módulo FLAASH

 

  Selecione os parâmetros de entrada conforme a descrição dos itens abaixo:

 

 

 

  Na parte superior da caixa de diálogo "FLAASH Atmospheric Corrections Model Input Parameters", selecione um arquivo de imagem, calibrada em radiância, e indique um diretório de saída.

 

  A imagem de entrada deve fornecer os dados em ponto-flutuante, inteiro extendido ou inteiro e o formato de gravação da imagem deve ser BIL ou BIP.

 

  Dica: para converter entre diferentes formatos genéricos de gravação, selecione Basic Tools -> Convert Data (BSQ, BIL, BIP) a partir da barra do menu principal do ENVI 4.4. Se você selecionar um recorte da cena, você pode gerar o ajustamento posteriormente, através dos recursos de configurações avançadas do FLAASH.

 

Fig. 2.2 - Interface de Parâmetros do módulo FLAASH

 

  A partir da caixa de diálogo "FLAASH Atmospheric Corrections Model Input Parameters", clique no botão "Input Radiance Image" para abrir a caixa de seleção do arquivo de entrada.

 

  · Selecione a imagem ou parte dela através do "spatial subsetting" (veja as instruções no Guia do ENVI em Português) e clique em "OK";

 

  Se os comprimentos de onda não estiverem definidos no arquivo de cabeçalho da imagem de entrada, o FLAASH alerta para que você informe estes valores apartir de um arquivo ASCII usando a caixa de diálogo "Input ASCII File" do ENVI.

 

  Na caixa de entrada do fator de escala, selecione entre um único valor para o fator de escala a ser aplicado em todas bandas ou informe um vetor de fatores de escala, um para cada banda, a partir de um arquivo ASCII.

Se você selecionar "Read array of scale factors (1 per band) from ASCII file", uma caixa de seleção de arquivo ASCII aparecerá.

 

  Se você selecionar "Use single scale factor for all bands", a caixa de entrada do fator de escala aparecerá.

 

  Tenha o cuidado de especificar corretamente a coluna referente ao fator de escala. Se necessário, posteriormente, você pode redefinir os fatores de escala através das configurações avançadas do FLAASH. Um exemplo apropriado de um arquivo de fatores de escala para dados AVIRIS 995-2002 pode ser encontrado no CD 3 de dados do tutorial contido no pacote de instalação do ENVI 4.3: \envidata\flaash\hyperspectral\input_files\AVIRIS_1998_scale.txt

Obs.: escolha fatores de escala tais que os valores dos pixels de entrada dividido por estes fatores convertam-os para valores de radiância em ponto-flutuante na seguinte unidade uW/(cm2*nm*sr).

 

  Após selecionar o arquivo de entrada e o(s) fator de escala em radiância, os três campos na parte superior da janela são preenchidos com o nome do arquivo de entrada e o diretório de informação, o nome e o caminho de diretório do arquivo de saída.

 

 

  Para alterar o nome do arquivo de saída clique em "Output Reflectance File";

 

  Para alterar o diretório de saída, clique em "Output Directory for FLAASH Files". Este botão define o diretório de saída de todos arquivos processados no FLAASH com exceção do arquivo de reflectância;

 

  Na caixa de texto "Rootname for FLAASH Files" entre com o nome do prefixo a ser adicionado nos arquivos processados em cada sessão do FLAASH. Por exemplo, um "rootname" apropriado para o MyHymapImage que produz um mapa de nuvens como arquivo de saída pode ser chamado: MyHymapImage_cloudmask.dat.

 

 

Os parâmetros da cena e as informações do sensor incluem a coordenada central da cena (lat/long), a elevação média da superfície contida na cena, o tipo de sensor, a altitude do sensor e a data de imageamento. Estes dados possibilitam que o FLAASH determine a posição solar e a sua incidência sobre a superfície.

 

1 - Nas caixas de textos "Lat e Lon", informe a coordenada central (lat/long) da cena, usando valores negativos para os hemisférios Sul e Oeste. Para optar entre inserir a coordenada em graus decimais ou hexadecimal, clique no botão de alternância DD<->DMS.

 

2 - A partir do menu "Sensor Type", selecione o nome do sensor que deu origem a cena. A entrada dos parâmetros altera de acordo com os tipos de sensores multiespectral ou hiperespectral.

 

3 - Na caixa de texto "Sensor Altitude (Km)", entre com a altitude do sensor imageador, em quilômetros acima do nível do mar. Para sensores de satélites conhecidos, esse parâmetro é preenchido automaticamente.

 

4 - No parâmetro "Ground Elevation (Km)", entre com a elevação média da cena, em quilômetros, acima do nível do mar.

 

5 - No campo "Pixel Size (m)", entre com o tamanho do pixel em metros. O valor do tamanho do pixel é usado para correção do efeito de adjacência.

 

6 - No campo "Flight Date", selecione a data em que a imagem foi registrada. Use as setas de incremento para selecionar os dígitos ou entre diretamente com a informação dentro do campo apropriado.

 

7 - No campo "Flight Time", informe a hora UTC na qual a cena foi coletada no formato HHMMSS, ou use a setas de incremento.

 

 

No campo "Atmospheric Model" selecione um dos modelos atmosféricos fornecidos pelo padrão MODTRAN.
Para obter melhores resultados, selecione um modelo compatível com as condições da região, na época em que a cena foi registrada. A quantidade padrão da coluna de vapor d'água (com origem no nível médio do mar) para cada modelo atmosférico é dada pela tabela 2-1 abaixo.

 

Tabela 2-1

 

  Se a informação do vapor d'água não estiver disponível, selecione uma atmosfera de acordo com o conhecimento ou a temperatura da superfície esperada a qual tende a correlacionar-se com o vapor d'água. Caso a temperatura não seja conhecida , selecione uma atmosfera a partir da tabela 2-2 abaixo que baseia-se no modelo de temperatura da superfície pela variação sasonal-latitude.

 

Tabela 2-2

 

 

Para resolver as equações relativas à tranferência de radiação que permitem computar a reflectância aparente da superfície, o valor da coluna d'água deve ser determindado.

 

O FLAASH inclui um método que restaura a estimativa da presença de água em cada pixel. Esta técnica produz uma correção mais acurada do que usando um valor constante para toda cena. Para usar esse método, a imagem deve possuir bandas posicionadas nos seguintes intervalos de comprimento de onda:

  • 1050-1210 nm (centrado em 1135 nm);
  • 870-1020 nm (centrado em 940 nm);
  • 770-870 nm (centrado 820 nm).

Obs.: para a maior parte dos sensores multiespectrais, a configuração do "Water Retrieval" é " No ", pois estes sensores não possuem bandas apropriadas para executar o método.

As opções de configuração do "Water Retrieval" são:

  • Yes - para executar o método "Water retrieval". Complementarmente, no campo "Water Absorption Feature" selecione o comprimento de onda que você pretende usar. O comprimento de onda centrado em 1135 nm é recomendado se as bandas apropriadas estiverem disponíveis. Se o 1135 nm ou o 940 nm é selecionado, e a feição água for saturada devido a uma condição atmosférica extremamente úmida, então o comprimento de onda centrado em 820 nm é automaticamente utilizado.
  • No - para usar um valor constante do valor da coluna de vapor d'água em todos os pixels da imagem. Neste caso, o valor da coluna de vapor d'água é determinado de acordo com um valor padrão do modelo atmosférico selecionado, multiplicado pelo melhor multiplicador de coluna d'água (Water Column Multiplier). Veja a tabela 2-1 para obter os valores padrões da coluna de vapor d'água para cada modelo atmosférico. Use o multiplicador da coluna d'água para ajustar o valor.

 

Use o campo "Aerosol Model" para selecionar um tipo de aerosol padrão MODTRAN.


Obs.: a escolha desse modelo não é crítica caso a visibilidade seja alta (por exemplo, maior que 40 Km). Os modelos disponíveis são:

  • "Rural" - o qual representa o aerosol encontrado em áreas distantes de região urbana ou pólos industriais. As dimensões das partículas são combinações de duas distribuições, uma grande e uma pequena.
  • "Urban" - a qual é uma mistura de 80% de aerosol rural com 20% de aerosóis típico de fuligem , apropriado para regiões de alta densidade urbana e áreas industriais.
  • "Maritime" - representado pela camada limitada pelos oceânos ou costas litorâneas que recebem diretamente o vento proveniente do oceâno. Ele é composto por dois componentes, um referente ao "spray" do mar e outro proveniente do aerosol continental rural (cujas grandes partículas são omitidas).
  • "Tropospheric" - o qual se aplica à condição calma, limpa (visibilidade maior que 40 Km) sobre a superfície e consistem de pequenas partículas que compõem o modelo rural. Para maiores detalhes sobre os modelos de aerosol MODTRAN, consulte Abreu e Anderson, 1996

 

O FLAASH inclui um método para determinar quantidade de aerosol e a estimativa da visibilidade média da cena usando a razão de reflectância de pixels escuros baseado no método desenvolvido por Kaufman et al., 1997. A aplicação do método requer a presença dos canais do sensor próximos dos comprimentos de onda 660 nm e 2100 nm.

 

No campo Aerosol Retrieval encontram-se as seguintes opções:

  • No - para usar o valor especificado no campo "Initial Visibility (tm)";
  • 2-Band (K-T) - para usar o método "aerosol retrieval". Caso não seja encontrado pixels escuros adequados , então o valor inserido no campo "Initial Visibility" será usado.

 

No campo "Initial Visibility", entre com a estimativa de visibilidade da cena em kilômetros. O valor da visibilidade inicial é assumido para a correção atmosférica caso o aerosol não tenha ativado o retrieval.

 

A tabela 2-3 lista os valores aproximados com base nas condições climáticas:

 

A visibilidade, V é definida como o intervalo meteorológico de 550nm e esta relacionado à extinção do coeficiente B (base teta) pela equação V = 3.912/B.

Tabela 2-3

 

Obs.: Insira um valor mesmo que você tenha especificado o parâmetro "Aerosol Retrieval" em "Yes", pois FLAASH usa o valor de visibilidade inicial quando não é possível ativar o "Aerosol Retrieval".

 

 

Polishing é um termo usado por Boardman [1998] para o método de re-normalização linear que reduz elementos artificiais do espectro em imagens hyperespectrais. O fundamento básico desse método assume que:

 

· Os elementos artificiais devem ser removidos através da aplicação de uma transformação linear (isto é, "gain" e "offsets") no espectro;


· Os pixels de referência espectralmente homogêneos (por exemplo, situados em pavimentos ou solo) podem ser encontrados dentro de uma cena a partir da qual a transformação pode ser derivada;


· A real assinatura espectral dos pixels de referência pode ser aproximada através da aplicação da operação de refinamento espectral.

 

Os parâmetros de amplificação e deslocamento ("gains" e "offsets") são gerados pelos pixels de referência através da execução de um ajuste linear de suavização no espectro original. O algoritmo original de Boardman, que suaviza pelo ajuste polinomial de Legendre, também, encontra-se no menu principal do ENVI 4.3"Spectral" -> "EFFORT Polishing".

 

O algoritmo de re-normalização do FLAASH produz resultados similares com menos dados de entrada. O refinamento é executado com um deslocamento médio sobre os n canais adjacentes (onde n é definido como o intervalo de aplicação da re-normalização). O ponto final do espectro e complicações de perda do canal são limitadas se, somente, uma modesta quantidade de suavização é derivada (n é baixo). Por exemplo, um intervalo de re-normalização equivalente a 2 é útil para a remoção residual de ruído causado por um deslocamento escuro entre canais de numeração diferente e numeração regular, como é facilmente visto em imagens AVIRIS. Um amplo intervalo de re-normalização (por exemplo, 5-11) é melhor para remoção de elementos artificiais em grande escala assim como resíduos de absorção atmosférica das bandas.

  1. Você pode selecionar uma das seguintes opções através do botão seletor do "Spectral Polishing":
    Yes - para suavizar espectralmente a imagem de reflectância.
    No - para manter inalterado o modelo de reflectância.
  2. No campo referente ao intervalo "Width (number of bands)". Entre com o intervalo (em bandas) da janela "Smoothing" para ser usado pelo algoritmo "FLAASH spectral polishing".

 

 

Uma calibração acurada do comprimento de onda é critica para a correção atmosférica dos dados hiperespectrais. Mesmo pequenos erros de localização do centro dos comprimentos de onda de cada banda podem provocar erros significativos dentro do processo de "water retrieval" e reduzir a acurácia sobre todos os resultados do modelo de reflectância da superfície. Para minimizar os erros, o FLAASH inclui um método para indentificar e corrigir a calibração do comprimento de onda.

No processo de recalibração você tem as seguintes opções:

Yes - para ajustar automaticamente a calibração do comprimento de onda antes do processamento "Water retrieval".
No - para usar os comprimentos de ondas dos arquivos de entrada.

Os sensores AVIRIS, HYDICE, HYMAP, CASI e AISA possuem suporte automatico para a recalibração. Todos outros sensores requer um arquivo de definição espectrográfica.

 

 

O botão "Multispectral Settings" esta presente na interface de parâmetros do módulo FLAASH quando você seleciona um sensor multi-espectral, apartir do botão de seleção "Sensor Type". Ao aplicar o módulo FLAASH em dados multi-espectrais, torna-se crítica as propriedades das bandas selecionadas para serem usadas nas funções de "water vapor and/or aerosol retrieval". Além disso, se a imagem de entrada provém de um sensor multi-espectral desconhecido, então será necessário definir as funções de resposta espectral do sensor.

 

Use a caixa de diálogo "FLAASH Multispectral Settings" para definir as bandas a serem processadas nas funções "Water retrieval" e "Aerosol retrieval".

 

Obs.: Se a imagem de entrada for de um sensor multi-espectral conhecido, listado sob o menu em cascata "sensor type" na interface de parâmetros FLAASH, e nem "water retrieval" ou "aerosol retrieval" foi selecionado, então torna-se desnecessário acessar as configurações multi-espectrais antes da aplicação do FLAASH.

 

As definições dos canais são usados para associar bandas do arquivo de entrada no sentido de serem usadas nos processsos de water retrieval e aerosol retrieval. Caso um arquivo "Template" do FLAASH seja restaurado antes de abrir a caixa de diálogo "Multispectral Settings", então as definições do canal assumirá a configuração estabelecida nesse arquivo "template". Se não, o FLAASH selecionará as bandas de acordo com os intervalos de comprimento de onda pré-definido. (abaixo). Se as bandas da imagem não estiverem dentro dos intervalos pré-definidos , os canal será deixado como indefinido.

 

Selecione uma das seguintes opções na caixa "Multispectral Settings":

 

File - para especificar um arquivo de definição do canal. Clique em File no campo "Channel Definition by" e selecione o arquivo através do botão "Channel Definition File". O formato correto do arquivo de definições do canal esta descrito na sessão "Multispectral Channel Definitions File".

 

GUI - para selecionar os canais interativamente usando o FLAASH GUI. No visualizador GUI:  

 

A)Selecione entre os menus "Water Retrieval" ou "Kaufman-Rate Aerosol Retrieval" para selecionar a categoria que você quer restaurar (water or aerosol).

 

B)Dentro de cada categoria ativa restaurada, use o menu em cascata para selecionar a banda desejada.

 

C)O menu "Kaufman-Rate Aerosol Retrieval", defina o canal de reflectância máxima superior "Maximum Upper Channel Reflectance" e os valores da razão de reflectância "Reflectance Ratio". Estas configurações identificaram os pixels escuros usados para estimar a visibilidade.

 

Os valores recomendados são associados automaticamente através da escolha de uma das opções presentes no menu em cascata. Para maiores informações a respeito do algorítmo "Aerosol Retrieval" e suas configurações, acesse o item ENVI FLAASH Model ou a seguinte referência:

 

Y. J. Kaufmann, A. E. Wald, L. A. Remer, B.-C. Gao, R.-R. Li, and L. Flynn. The MODIS 2.-mm Channel-Correlation with Visible Reflectance for Use in Remote Sensing of Aerosol. IEEE Transactions on Geoscience and Remote Sensing. Vol. 35. pp. 1286-1298. 1997.

 

Obs.: Você precisa, somente, definir os canais necessários para o processamento. Por exemplo, se você deseja processar um "aerosol retrieval", mas não um "water retrieval", então você deve deixar os canais de água indefinidos, entretanto ambos canais "KT Upper" e "KT Lower" devem ser definidos.

 

Os intervalos de comprimento de onda recomendados para cada canal são:

 

 

D)Se a imagem de entrada provém de um tipo de sensor multiespectral desconhecido, as funções de resposta espectral do sensor devem ser definidas usando um arquivo de filtro da função. Clique em "Filter Function File" e use os métodos padrões do ENVI para navegar até o arquivo de filtro da função do sensor multiespectral. O arquivo de filtro da função deve estar no formato de arquivo de biblioteca espectral do ENVI.

 

E) Na caixa de ordenamento da primeira banda "Index to first band", insira o índice dentro do arquivo de filtro da função (começando em zero) onde o filtro das funções do sensor começa.

 

Obs.: Quando utilizar um sensor multiespectral conhecido (i. e., um daqueles cujo nome esta listado no botão Sensor Type), o arquivo da função de filtro e o índice são automaticamente definidos através dos arquivos de filtro de funções incorporados na distribuição do ENVI.

 

 

3 - Preparação de Imagens ASTER para serem processadas no módulo FLAASH.

 

Fig. 3.1 - Imagem antes do processamento FLAASH

 

Fig. 3.2 - Imagem após do processamento FLAASH

 

  O conjunto de bandas da imagem Aster nível 1B estão calibradas em DNs que são quantificados no formato inteiro de 8 bits. A calibração em DNs pode ser convertida para a radiância através das informações de declividade (slope) e parâmetros "offset" extraidos pelo ENVI com auxilio do "metadata" do arquivo HDF.

 

A conversão da calibração DNs para calibração em radiância, consiste basicamente de duas etapas:

  1. A partir do menu principal do ENVI selecione -> Open -> External File -> EOS -> Aster;
    Serão carregados 3 conjuntos de dados para a lista de bandas disponíveis: VNIR, SWIR, TIR.
    Obs.: os arquivos HDF apresentam 3 conjuntos de bandas; bandas do visivel e do infravermelho próximo (VNIR), bandas do infravermelho de ondas curtas (SWIR) e infravermelho termal (TIR).
  2. Acesse novamente o menu principal e selecione -> Basic Tools -> Preprocessing -> Calibration Utilities -> ASTER Radiance;
    surgirá uma caixa de diálogo para você selecionar o arquivo de entrada. Haverá um arquivo para cada conjunto de dados (VNIR, SWIR, TIR) sendo que o nome do arquivo é o mesmo para cada conjunto de dados. Quando você seleciona um desses arquivos, automaticamente, será associada a quantidade de bandas que o arquivo selecionado possui. Por exemplo, no conjunto de dados do VNIR há três bandas, no SWIR há seis bandas e no TIR há 5 bandas. A etapa de calibração deve ser feita para ambos conjuntos de dados VNIR e SWIR. No final do processo os valores de cada pixel mostrarão-se no formato ponto flutuante para radiância
    na unidade W / ( ).

Obs.1.: A partir da versão ENVI FLAASH 4.3, a imagem Aster é lida automaticamente em radiância, ou seja, não é necessária a conversão DN -> Radiância.

 

Obs.2.: O módulo FLAASH exige que o arquivo de entrada apresente-se no formato numérico de ponto flutuante e que a calibração em radiância apresente-se na unidade mW / (cm2 / nm / sr), portanto é necessário aplicar um fator de escala para ajustar a unidade em radiância do arquivo de entrada no momento do processamento dentro do módulo FLAASH. No caso dos arquivos ASTER calibrados, o fator de escala a ser utilizado é 10.

 

A seguir os conjuntos de dados VNIR e SWIR podem ser combinados em um único arquivo para que seja processado no módulo FLAASH. Há duas possibilidades para efetuar essa combinação.

 

A primeira possibilidade: se os dados estiverem georreferenciados, então selecione -> Basic Tools -> Layer Stacking, para co-registrar as bandas 1, 2, 3N, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 sendo que a banda 3B e todas as bandas do TIR não devem ser inseridas na combinação. Logo após converta o resultado para BIL.

 

A segunda possibilidade: se os dados não estão georreferenciados, então você pode:


· corregistrar manualmente as bandas do VNIR e do SWIR, através da reamostragem da resolução espacial das bandas do SWIR para 15 metros ou da reamostragem das bandas do VIS para 30 metros ou (2) corrigir as duas imagens separadamente (você deve gerar uma nova imagem multiespectral no formato BIL fora das bandas individuais do visível). Novamente, remova a banda 3B, todas as bandas do TIR e converta os arquivos multibandas resultantes para BIL. Se você aplicar o FLAASH na imagem SWIR somente, então você precisa efetuar a alteração do índice da primeira banda "index to first band" na caixa de diálogo de configuração multiespectral "Multispectral Settings" para o valor 3 ( caso contrário você estará aplicando as curvas de resposta espectral do VIS nas bandas do SWIR).

 

É válido lembrar que o modelo de correção usado pelo FLAASH aplicas-se somente no intervalo de comprimento de onda entre 350 nm a 2500 nm, portanto é recomendável que você remova as bandas que encontram-se fora desse intervalo (por exemplo, as bandas do TIR ). Também todas as bandas corrigidas simultâneamentes no mesmo arquivo de entrada, necessitam ter a mesma geometria de visada, portanto precisará remover a banda 3B (visada traseira).